Bilhete de volta ao mundo

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Primeiro vem o sonho e a vontade de nos fazermos à estrada. Essa é a parte fácil. Depois começa a pesquisa, de voos, de países, o fazer e refazer – literalmente – contas à vida, pesar os prós e os contras de mergulhar numa empreitada deste género. Contudo, o passo inequívoco no sentido de concretizar esta viagem só chegou, para nós, com a compra do bilhete de avião de volta ao mundo. Um bilhete único. Esta é também uma das maiores curiosidades das pessoas com quem vamos falando sobre a viagem. 

Vão como? Mas já compraram os bilhetes todos? Um bilhete único? Mas isso é o quê?

O bilhete de volta ao mundo – chama-se “round the world air ticket” (rtw) – é uma passagem aérea com diversos voos comprados de uma única vez que permite a quem viaja dar a volta inteira ao globo, tendo o mesmo ponto de partida e de chegada.

Como todos os trechos da viagem são comprados com antecedência e de uma única vez o pacote sai mais barato.

As regras, grosso modo e com algumas variações dependendo do emissor do bilhete, são as seguintes:

– A volta ao mundo tem de ser feita num único sentido (ainda que por vezes seja possível “andar para trás” na mesma área continental);

– A viagem deve começar e terminar no mesmo país;

– Os trajectos e a data das viagens têm de ser definidos no momento da reserva;

– A viagem tem de ter duração até 1 ano e o número de trajectos tem um limite – dependendo da companhia mas geralmente entre 3 a 16 percursos;

– É possível alterar trajectos da passagem pagando uma taxa estipulada pela companhia/empresa – em alguns casos é gratuita essa alteração;

– É possível deixar algumas datas de voos em aberto.

Londres – lembram-se do Willy Fog?! – será o ponto de partida e de chegada da nossa viagem. A passagem que comprámos inclui 9 trajectos por países que unem Europa, Ásia, Oceânia, Pacífico e Américas, e teve um custo de cerca de 2.000 euros cada (o da Mia foi ligeiramente – muito ligeiramente – mais barato do que os nossos uma vez que a partir dos 2 anos as crianças já pagam que nem gente grande). É um investimento enorme e a maior fatia do orçamento desta viagem, claro que sim, mas comprando os mesmos voos avulso o custo – que simulámos em vários portais do sector – alcançaria os 4.000 a 5.000 euros… por cada um de nós!

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Agora, um bilhete deste género não será o mais adequado para todo o tipo de viajantes nem para todo o género de viagens e de itinerários. Para quem pretende uma maior liberdade esta talvez não seja a opção mais adequada porque implica um planeamento prévio e definições que podem colidir com os viajantes mais inquietos e autónomos.

No nosso caso, optámos pela compra deste bilhete único pelas seguintes razões:

1. Tínhamos uma ideia definida dos continentes e países que gostaríamos de viajar e o ter de andar sempre “para a frente” – no mesmo sentido – não era problema.

2. O trajecto que tínhamos em mente corresponde a um dos itinerários mais comuns (inclui os destinos de Londres – Singapura – Sidney – Los Angeles) e por isso é dos mais baratos. (Como fazíamos muita questão de ir ao Japão, incluir Tóquio até aumentou consideravelmente aquele que poderia ser o custo final).

3. Como estamos a viajar em família e temos de comprar três bilhetes, dá-nos alguma segurança no orçamento ter os voos já garantidos. Assim não corremos o risco de estar, por exemplo, na Austrália e querer voar para as Fiji durante as férias escolares dos australianos e ter poucos voos disponíveis e a custar uma fortuna. (Os viajantes mais livres diriam que esta seria uma oportunidade única para tentar seguir viagem à boleia de um veleiro, por exemplo – e têm toda a razão – mas decidimos renunciar a este tipo de emoções fortes).

4. Simulações de preços feitas, foi extremamente compensador em termos monetários. Aliás, de outra forma, não faríamos este percurso.

No geral, para comprar o bilhete não tivemos de abdicar de nada em especial. A única alteração que fizemos foi quando o gestor do nosso bilhete nos informou que incluir o Havai – como queríamos inicialmente – encarecia muito o preço final. Acabámos por fazer uma alteração e trocar pelas Fiji. Enfim, são estes os “dilemas” de quem se propõe dar uma volta ao mundo…

Para quem se quiser inspirar, pensar, sonhar ou planear uma viagem de volta ao mundo deixamos aqui websites de algumas companhias e empresas. Há mesmo empresas que se dedicam apenas a este nicho de mercado e vendem bilhetes ao redor do globo.

Para todos os que sonham com uma viagem de volta ao mundo mas acham que nunca vai acontecer, posso dizer que passámos os últimos anos em inúmeras trocas de pedidos de informações e simulações na internet, e a fazer esboços e mais esboços de possíveis itinerários, até termos realmente efectuado a compra no início deste ano.

http://www.staralliance.com/pt/round-the-world?view=tc

http://www.skyteam.com/pt-BR/Flights-and-Destinations/Round-the-World-Planner/Quick-reference-guide/

https://pt.oneworld.com/flights/round-the-world-fares/oneworld-explorer/

http://www.roundtheworldflights.com/

http://www.roundabouttravel.com.au/

Um pensamento sobre “Bilhete de volta ao mundo

  1. Desconhecia esta modalidade, muito fixe. De facto, são boas opções para quem quiser embarcar numa viagem destas. E mais uma vez se mostra que viajar é mais fácil e mais barato do que a maioria das pessoas pensam.

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