À velocidade da imaginação

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O comboio segue a alta velocidade deslizando pelos carris e levando-nos da ponta sul do Japão de volta a Tóquio. Os extensos 1.500 quilómetros são percorridos em apenas algumas horas. Lá dentro a Mia pega no meu telemóvel, começa a digitar uns números aleatórios e diz:

– “Vou ligar à Avó Graça!”.

Pausa. A Avó Graça é a minha mãe. A minha mãe faria 65 anos no dia 6 de Março que agora passou. Mas a minha mãe morreu. Em Setembro, nas vésperas da neta fazer 3 anos e alguns meses depois de saber que estava doente.

É a imaginação da Mia, mais veloz do que os ultra rápidos comboios japoneses, que consegue transcender o tempo e o espaço  – talvez nem tenha essas barreiras – e leva-a a falar com a Avó…

– “Olá, Avó Graça! Estou aqui no comboio no Japão… Liguei porque estou com saudades tuas… Quando é que voltas?! Ah, está bem… Beijinhos, Beijinhos”.

“Pronto, já falei!” e entrega-me o telemóvel. “A Avó disse: “Boas viagens!”.

A Avó diria isso, sim. Obrigada, Mãe! Obrigada, Mia!

3 pensamentos sobre “À velocidade da imaginação

  1. A Mia tem razão. As pessoas continuam vivas dentro de nós, é como se elas tivessem ido a qualquer lado e fossem voltar num dia indeterminado. O bem que elas nos fizeram, permanece, sempre – isso é que é importante.

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  2. Que emoção… um grande bjo

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