Sidney: Top 5

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Sidney tem a beleza de uma localização geográfica privilegiada, uma baía magnífica, praias praticamente dentro da cidade, habitantes “sarados” e viciados em fazer jogging, nadar e surfar, um clima que ajuda e puxa por estas práticas saudáveis. Andar pela cidade é muito fácil, as principais atracções estão relativamente concentradas e a rede de transportes funciona muito bem. Espaços verdes, Sol e oceano, oferta cultural e excelente qualidade de vida. Resumindo, uma cidade boa de conhecer. Eis o nosso Top 5 daquilo que vimos em quatro dias.

1. Ópera e Ponte da Baía de Sidney

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Chegámos a Sidney, para onde é que vamos? Óbvio. Ver a Ópera! É o postal por excelência da cidade. Fomos de comboio até à paragem de Circular Quay, onde fica também o porto de partida de todos os barcos que circulam e ligam os vários pontos da baía. Saímos da estação e diante dos nossos olhos estava um dos edifícios mais emblemáticos do mundo. Velas de um navio para uns, gomos de laranja para outros, pratos a secar num estendal de loiça para os mais imaginativos. Talvez, mas era ela, e a única, Ópera de Sidney.

Percorremos as ruas ali à volta, com o Museu de Arte Contemporânea em destaque, e fomos dar a uma zona chamada The Rocks, supostamente a área “mais antiga” da cidade e que actualmente está repleta de museus, lojas, bares, cafés e restaurantes. Apesar de pouco interessante e de dar a ideia que é uma atracção turística “forçada”, é aqui lembrada alguma da História do continente-ilha, particularmente que a Austrália foi durante milhares de anos terra apenas de aborígenes, até que o inglês James Cook entendeu, no século XVIII, que aquele seria o local perfeito para enviar os condenados britânicos.

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Bem perto dali, está o acesso à Ponte da Baía de Sidney, a mesma que abre todos os noticiários dos dias 1 de Janeiro de qualquer ano coberta do colorido e estrondoso fogo de artifício. Subir à Ponte e atravessá-la até ao outro lado é obrigatório e, para os mais aventureiros, é possível também participar numa actividade de escalada que os eleva ainda mais.

2. Bondi Beach

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Não é, nem de perto nem de longe, a praia mais bonita que vimos na Austrália mas é a mais famosa: a Bondi Beach (diz-se “Bondai”). É aquele tipo de praia onde todos, eles e elas, parecem ou modelos ou surfistas, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Gente saudável, peles bronzeadas, cabelos que vêem muito Sol, muito na onda do “sou muito simples e relaxado(a), os meus únicos acessórios são estes chinelos no pé e a minha prancha à tiracolo”.

Intervalo na dor de cotovelo para dizer que o  passeio desde a Bondi Beach, passando pelas piscinas de água salgada, Praia Bronte, Clovelly e até Coogee é imperdível. Alguns quilómetros a subir e descer escadas, e a caminhar em rampas por falésias fabulosas. No meio do percurso fizemos um almoço-piquenique num dos relvados antes de mergulhar na Praia Bronte. As águas mornas estavam “mel”. Ou como dizem aqui, “sweet!”.

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3. Taronga Zoo

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A Austrália é uma espécie de jardim zoológico gigante mas quando aterrámos em Sidney não sabíamos se nós iríamos cruzar com muitos animais no seu habitat natural (oh, mas como cruzámos…), por isso, para prevenir alguma possível desilusão da Mia fomos logo para o sítio onde era garantido ver bichos exóticos: o Taronga Zoo. Vale muito pelo passeio de barco que nos leva até à ilha do zoológico e pela vista da cidade que temos a partir do teleférico que dá acesso à entrada (Ponte e Ópera no mesmo enquadramento). E, claro, para quem não vai sair da cidade, fica com os animais típicos australianos, e não só, todos vistos de uma só vez.

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4. Newtown

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Foi este o nosso bairro em Sidney e onde ficamos a dormir tanto à chegada como à partida. É um bairro meio alternativo, com um carisma que se traduz em paredes com graffitis, bares, restaurantes com sabores de todos os cantos do mundo, lojas de música e de roupa em segunda mão, brinquedos e jogos educativos para crianças, salões de cabeleireiro vintage e africanos, sex shops.

É também o bairro onde há um restaurante vegetariano – Lentil as Anything – associado a uma instituição sem fins lucrativos, e onde os clientes pagam aquilo que quiserem e acharem justo. Há os que não pagam nada. E os que pagam em massagens, por exemplo. O projecto, que dura há mais de 10 anos e é auto-sustentável (paga renda, contas, fornecedores, alimentos, salários), tem como premissa que todos, independentemente da condição financeira actual, têm direito a ir almoçar ou jantar fora e a estar na companhia de outras pessoas da comunidade. Aqueles que estão em situação económica mais favorável pagam por eles e pelos outros, traduzindo a ideia de que “o dinheiro deve servir para ajudar a aproximar as pessoas e não para nos dividir”. E tem resultado.

Newtown é assim, a “nova cidade” do novo mundo.

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5. Vista para o CBD

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Atravessando a Ponte em direcção à zona de Kirribili fica o parque de diversões Luna Park. Seja de noite ou de dia, esta é a melhor vista para o CBD (Central Business District). Dica de um local e que não vem nos guias.

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Ficou muito por ver, particularmente toda a zona das praias de Manly e, por fazer, nomeadamente aproveitar os restaurantes da moda comandados pelos chefes australianos convertidos em celebridades. Tendo em conta que, nos últimos anos, só acendi a televisão de casa para assistir ao programa Masterchef Austrália, usufruí muito pouco da oferta gastronómica requintada de Sidney. É um dos inconvenientes de viajar à volta do mundo durante muitos meses: dificilmente há margem para luxos destes. Para a próxima, talvez…

Dicas práticas:

Visto: É preciso um visto electrónico – eVisitor (subclass 651) – para visitar a Austrália em turismo – viagens com duração até 3 meses – que se pede pela internet. É gratuito. A carta de autorização é enviada para o e-mail que indicarmos. No nosso caso fizemos o pedido e recebemos a carta no mesmo dia.

Transportes: Para circular na cidade adquirimos o cartão de transporte Opal que pode ser utilizado nos comboios, barcos e autocarros e também no trajecto de e para o aeroporto.

Alojamento: Em Sidney ficámos sempre em apartamentos arrendados pelo airbnb. A oferta é imensa e os preços interessantes.

Custo de vida: Elevado. A Austrália é um país muito caro.

2 pensamentos sobre “Sidney: Top 5

  1. Mais uma vez … GOSTEI :* Isso deve ser mesmo lindo. Em pequena tinha a mania de que “quando fosse grande” iria viver para a Austrália. Infelizmente, a vida não me levou para esses caminhos 😦

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  2. Ricardo Ferraz

    Soube há dias através de uma colega comum do IST que andavam nessa viagem e fiquei curioso, já que uma viagem de volta ao mundo é também um sonho antigo. Estive na Austrália entre 5 e 19 de Maio e fiz uma road trip de caravana…quem sabe nos cruzámos! Continuação de boa viagem! Abraço

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