Abel Tasman: não me tirem deste filme

parque nacional

“Se vocês são fãs da triologia “O Senhor dos Anéis” e viram os três filmes da saga, vão gostar de saber que esta pedra em formato de maçã partida… não entrou em nenhum deles!”.

Foi com um sorriso na cara provocado pelo guia neozelandês de um barco-táxi que entrámos no Parque Nacional Abel Tasman. Com tantos lugares promovidos como atracção turística por terem sido cenário de filmagens da trilogia de Peter Jackson, é refrescante estar num sítio onde o filme é todo nosso.

Famoso pelas caminhadas que proporciona ao longo da costa, o Parque Nacional Abel Tasman – ganhou o nome do explorador holandês que se diz ter sido o primeiro europeu a avistar a Nova Zelândia – é uma das principais atracções da Ilha Sul da Nova Zelândia.

A caminhada mais conhecida é um passeio de 51 quilómetros que leva entre três a cinco dias para ser percorrido e é um dos mais bonitos do país. No nosso caso optámos por fazer um pequeno troço dessa costa, cerca de 11 quilómetros.

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Seguindo o conselho de uma neozelandesa que conhecemos em Wanaka – obrigada, Jodie! – ficámos num parque de campismo na pequena e pitoresca vila de Kaiteriteri. A partir daí – ou de Marahau, para onde segue a maior parte das pessoas – a melhor forma de explorar o parque é apanhar um  dos barcos-táxi colectivos que navegam com um itinerário e horários fixos, passando por vários pontos da baía, incluído rochedos que colónias de focas transformaram nas suas esplanadas privadas para apanhar Sol. A Mia vibrou com esta parte, como não podia deixar de ser.

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Num dos dias que estivemos no parque apanhamos o tal táxi aquático e descemos numa praia, Medlands Beach na Bark Bay, para caminhar 11 quilómetros sabendo que o barco nos apanharia na praia de Anchorage Hut cinco horas depois.

A costa é um regalo de enseadas, miradouros, baías de verde-esmeralda e azul turqueza, rochedos, floresta, cascatas, lagoas, piscinas naturais e praias perfeitas – nesta altura do ano desertas. Como me lembrei das maravilhosas praias da Arrábida!

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Apesar da longa caminhada, a Mia foi mais uma vez surpreendente na forma como encara estes passeios que puxam pelo físico. Fez nove quilómetros completamente sozinha e só nos últimos dois saltou para as cavalitas do pai, e foi porque começámos a sentir a pressão do relógio: tínhamos que apanhar o último barco-táxi do dia.

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Além das caminhadas, dos passeios de barco e do campismo, outra forma de desfrutar das praias e baías, repito-me, absolutamente perfeitas, é de caiaque, navegando pelas águas calmas e chegando mais próximo das grutas nas rochas.

Ficámos com muita vontade de fazer o pleno (barco-caminhada-campismo-caiaque) e pegarmos nos remos mas os neozelandeses são muito rigorosos e só crianças com mais de 12 anos podem andar nas canoas alugadas pelas operadoras turísticas. Como não nos apeteceu ir cada um na sua vez, ficámos apenas pelas caminhadas.

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Cruzámo-nos também com muitos caminhantes que estavam a fazer o percurso completo, os tais 51 quilómetros, e ficam a dormir pela costa. Não resisti a ir espreitar os locais que existem para essas pessoas pernoitarem. Óptimas instalações, com lugar para montar tenda ou quartos com beliches para quem preferir, cozinhas totalmente equipadas e casas de banho imaculadas.

Se não fosse Inverno e a temperatura da água do mar não estivesse tão fria tinhámos prolongando a nossa estada no Abel Tasman, aventurando-nos numa caminhada mítica que ficaria para a (nossa) história…

Dicas práticas para ir ao Parque Nacional Abel Tasman:

  • Como a nossa base para explorar o Abel Tasman foi em Kaiteriteri utilizámos o serviço de water-taxis da Abel Tasman Sea Shuttle mas existem outros operadores. A maior parte das pessoas usa Marahau como ponto de partida que, sendo uma povoação maior, deverá ter mais oferta.
  • Andar de caiaque pareceu-nos uma óptima forma de explorar o parque, pelo menos para dar uma volta, e é possível alugar só por algumas horas ou vários dias. Os barco- táxis transportam os caiaques para a área do parque que escolhermos. Para quem viajar com crianças notem que há idade mínima de 12 anos.
  • As marés influenciam alguns dos troços do percurso por isso é importante obter essas informações antes de nos fazermos ao caminho para evitar dissabores.
  • Para pernoitar nas cabanas e parques de campismo é preciso fazer reserva no DOC (Department of Conservation). Há mesmo muita procura, avisaram-nos, nos meses de Verão.

Um pensamento sobre “Abel Tasman: não me tirem deste filme

  1. Fantásticas “voltas” e quanto à Mia podem dizer que anda no melhor infantário do mundo.
    Continaução de tudo a correr bem (sobre rodas, água, ar …)
    Abraço
    Luis Ferro

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