Top 20: o melhor de uma Volta ao Mundo

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Estamos de volta!

Desde Fevereiro, quando saímos de Portugal vestidos com casacos para o frio e debaixo de chuva, já se passou meio ano. Parece que foi ontem que partimos do Aeroporto da Portela ao mesmo tempo que parece que foi há anos. Onde já vai o Japão…o lugar por onde começámos esta grande viagem.

A nossa volta ao mundo está cumprida, não em 80 dias como o Willy Fog mas em 180. Conseguimos!

A pergunta que mais nos têm feito por estes dias – e vão continuar a fazer com toda a certeza – é:

“E, então, no meio de todos os lugares por onde andaram, o que gostaram mais?”

Uma curiosidade mais que legítima. É difícil fazer o ranking de uma aventura deste nível – seis meses a viajar por 8 países em 4 continentes – mas tentámos. Era para ser uma lista de 10 sítios mas, por falta de consenso, teve de ser revista e aumentada.

No regresso a Portugal começamos por mostrar as nossas escolhas e os 20 lugares por onde andámos que mais nos seduziram, do Japão até à Bolívia. A Mia também tem as suas preferências claro, diferentes das nossas, e partilharei mais tarde a sua própria lista. Aguardem…

Um aparte para vos dizer que voltámos mas a aventura continuará por aqui. Mantenham-se, por isso, hóspedes do Hotel Globo: serão sempre muito bem-vindos. As histórias, as dicas, os percursos, os itinerários, as fotos, os vídeos, tudo o que ficou por contar e mostrar, vai aparecer por aqui nos próximos tempos. Obrigada a todos os que nos têm seguido com entusiasmo e dado tanta força. Iremos responder a todas as mensagens e pedidos.

E agora, sim, aqui vai o nosso Top 20 de uma grande e inesquecível Volta ao Mundo:

1. Ficar hipnotizado no Salar de Uyuni, Bolívia. No maior deserto de sal do planeta não há rigorosamente nada para ver, nem mesmo o horizonte que se perde entre a planície e o céu levando-nos a sofrer de miragens consecutivas. Apesar disso é uma das paisagens mais inacreditáveis e surreais onde já estivemos e, por isso, ganha o estatuto de nº1 na nossa volta ao mundo. É também um daqueles lugares que entrou na lista dos sítios “a voltar um dia”. E na próxima vez que seja durante o período das chuvas em que o chão de sal vira espelho. Dá para imaginar?

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2. Fazer uma tour de três dias na Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, Bolívia. Vulcões em erupção, montanhas cobertas de neve, fontes termais, geysers fumegantes, fumarolas, lagoas de várias cores (azuis, vermelhas, verdes), rochas esculpidas ao estilo de Dalí, flamingos cor-de-rosa e lamas. O sul da Bolívia, na fronteira com o Chile, guarda paisagens de uma imensa beleza. Foi também aqui que a Mia se superou em paciência e resistência devido às longas horas diárias a bordo de um jipe por terrenos acidentados e ao dormir em camaratas partilhadas.

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3. Nadar com manta rays, nas Fiji. As manta rays são uma espécie de raias gigantes – maiores do que nós – e só se deixam ver em alguns lugares do planeta. Tivemos esse privilégio nas ilhas Yasawa, um dos poucos lugares onde isso é possível em certas alturas do ano. Estar lado a lado com estes gigantes marinhos e acompanhar o seu deslizar pelo fundo do mar causa um ligeiro nervoso mas é mágico.

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4. Mergulhar com tartarugas na Grande Barreira de Coral, Austrália. A Grande Barreira de Coral corre perigo. As alterações climáticas e o aumento da temperatura da água ameaçam um dos ecossistemas mais fascinantes do mundo. Ao largo da Daintree Forest e em Port Douglas – a norte de Cairns, Estado de Queensland – nadámos na companhia de corais (há 400 tipos diferentes) e peixes (há 1500 espécies diferentes) de todas as cores, de tartarugas (o ponto alto) e tubarões pequenos. Um paraíso que, tragicamente, poderá ter os dias contados.

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5. Sobrevoar e caminhar no Glaciar Franz Josef, Nova Zelândia. Foi uma subida ao reino do gelo para vislumbrar um lugar impressionante que corre risco de deixar de existir. Estima-se que há 15 ou 20 mil anos os glaciares Franz Josef e Fox chegavam ao Mar da Tasmânia, hoje já a 20 quilómetros de distância. Actualmente os glaciares estão a retrair pois o gelo derrete mais rápido do que avança. O voo de helicóptero é soberbo e quando poisamos em plena “planície” começa a aventura: caminhar no gelo por entre túneis e vales vestidos de um branco e azul glaciares. Memorável.

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6. Andar de motocicleta pelos templos de Bagan, Birmânia. Mais de 2.000 templos budistas, de todas as formas e tamanhos, construídos entre os séculos XI e XIII espalham-se nas margens do rio Irrawaddy e ganham um brilho redobrado quando o Sol se põe na planície birmanesa. Dada a extensão da área a melhor forma de visitar este complexo é a bordo de uma motocicleta. Foi uma experiência inesquecível para os três mesmo com uma pequena queda pelo meio. Ups.

7. Percorrer as ruínas incas mais famosas do mundo em Machu Picchu, Perú. Uma paisagem de mistérios ainda por decifrar. Terá sido um retiro para a realeza, um templo para virgens, um lugar de aterragem para naves vindas do espaço? As teorias são muitas e por mais rocambolescas que possam parecer só sublinham um facto confirmado por milhões de turistas: a beleza da localização das ruínas de Machu Picchu no dramático cenário dos Andes é de cortar a respiração.

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8. Ver o pôr do Sol na ponte U Bein em Amarapura, Birmânia. A ponte de estacas de madeira U Bein, em Amarapura, é a mais longa do mundo, quase um quilómetro e meio. Desde o século XIX une duas vilas e além de linda e fotogénica, é indispensável para o dia-a-dia destas populações. Saltar para um pequeno barco para assistir ao pôr do Sol no meio do lago Taungthaman é de uma magia tal que parece que vamos fazer parte de uma cerimónia importante, cumprir um ritual sagrado. Podem ler mais aqui.

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9. Acordar com o azul turqueza único do Lago Pukaki, Nova Zelândia. Qualquer caixa de lápis de cor ou aguarelas deveria ter esta cor: azul-pukaki. Na Ilha Sul, a maioria dos lagos resulta da acção dos glaciares há milhares de anos atrás e a água de muitos deles é azul-turquesa. Devido ao atrito entre o deslocamento do gelo e a rocha das montanhas soltam-se micropartículas das rochas que ficam suspensas na água conferindo esta tonalidade. Os lagos Pukaki e Tekapo são dois exemplos deste “mar do Caribe” no frio da Nova Zelândia. Mais aqui.

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10. Assistir ao nascer e ao pôr do Sol em Uluru, Austrália. No centro vermelho da Austrália fica situado o Parque Nacional de Uluru-Kata Tjuta onde fomos ver “a rocha”, um lugar sagrado para os aborígenes australianos onde podemos caminhar por fendas, poços com água, cavernas rochosas e pinturas antigas. O bloco compacto de terra vermelha que nos aparece  à frente do nada ganha diferentes tonalidades ao longo do dia, do vermelho ao dourado, passando por todas as variantes possíveis de castanho. As vizinhas e surpreendentes pedras de Kata Tjuta também merecem uma visita. Mais sobre Uluru aqui.

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11. Passear no Parque Nacional Fiordland, Nova Zelândia. As falésias do Milford Sound situadas na Ilha do Sul caem a pique e mergulham nas águas calmas e densas onde navegámos num cruzeiro de barco. A chuva intensa da véspera fez multiplicar as cascatas que escorriam montanhas abaixo e que avistámos na estrada que dá acesso ao local – uma das mais deslumbrantes que já percorremos.

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12. Percorrer o Antelope Canyon no Arizona, Estados Unidos. Uma catedral construída pela natureza. Durante milhões de anos a água e o vento esculpiram a areia dando origem a esta duna de pedra. As formas ondulantes, as cores entre o amarelo, o laranja, o castanho e o roxo, as texturas marcadas pela água, pelo vento e pelo tempo, são de uma beleza única, uma rocha feita poema. Escrevemos sobre o Antelope Canyon aqui.

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13. Ver a vista junto ao Grand Canyon no Arizona, Estados Unidos. Avassalador, o desfiladeiro esculpido pelo Rio Colorado, povoado por índios e pela sua cultura, popularizado no cinema por cowboys e cavalos que “falavam” inglês. As camadas sucessivas de amarelo, ocre, laranja, vermelho, castanho, roxo não cansam nunca.

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14. Visitar o Vale Sagrado dos Incas e percorrer as várias aldeias da região, Perú. Nas margens do rio Urubamba e dos seus afluentes, ao longo do vale, situam-se aldeias indígenas, monumentos arqueológicos de grande valor histórico e povos orgulhosos das suas tradições e costumes. O artesanato e os trajes são uma perdição para a máquina fotográfica…e para a carteira. Lugares como as Salinas de Maras, Pisac, Ollantaytambo e Chinchero ficaram na nossa rota.

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15. Caminhar no lado norte da Isla del Sol no Lago Titicaca, Bolívia. Aqui nasceu o Deus Sol. A paisagem desta ilha sagrada para os Incas é magnífica e pode ser percorrida através de um trilho de caminhada que passa por lugarejos e ruínas. O Titicaca é o maior lago da América do Sul e fica nos Andes, na fronteira entre o Perú e a Bolívia, podendo ser visitado a partir dos dois países. Mais sobre o Titicaca aqui.

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16. Atravessar o cruzamento pedonal mais populoso do mundo na zona de Shibuya em Tóquio, Japão. Este é um dos cruzamentos mais movimentados do mundo, onde dizem que a cada mudança de sinal atravessam a rua cerca de mil pessoas de cada vez em seis direcções diferentes. Assistir a estas coreografias urbanas é fascinante.

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17. Imbuir-nos de espírito revolucionário percorrendo a “Ruta del Che”, que recria os últimos meses da vida de Ernesto Che Guevara, Bolívia. Aqui morreu o homem, aqui nasceu o mito. Depois de ter contribuído para a revolução cubana e para o fim da ditadura de Fulgencio Batista naquela ilha do Caribe, Che Guevara acreditou que deveria combater outras injustiças no mundo e seguiu para a Bolívia, onde acabou por ser capturado e assassinado numa escola em La Higuera. Outros lugares como Samaipata, Vallegrande e a Quebrada del Yuro fazem parte do périplo.

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18. Utilizar o meio de transporte público mais fascinante do mundo: as linhas do teleférico de La Paz, Bolívia. Este teleférico é o mais alto do mundo e opera a 4.000 metros acima do nível do mar. Está dividido em três linhas – com mais sete a ser construídas – que ligam os vários pontos de uma área metropolitana onde vive cerca de 2.5 milhões de habitantes. As vistas para as montanhas que rodeiam La Paz são assombrosas.

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19. Apanhar um barco-táxi no Parque Nacional Abel Tasman, Nova Zelândia. O parque é conhecido por uma caminhada de 51 quilómetros considerada uma das mais bonitas de um país deslumbrante. Toda esta costa está repleta de enseadas, miradouros, baías de verde-esmeralda e azul turqueza, rochedos, floresta, cascatas, lagoas, piscinas naturais e praias perfeitas. O mote aqui é: nadar no mar, nas lagoas e cascatas, apanhar sol, caminhar, andar de caiaque e contemplar a natureza em todo o seu esplendor.

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20. Percorrer de barco e a pé a Bay of Islands, Nova Zelândia. A Ilha Sul costuma levar todos os créditos por ser cenário das paisagens mais selvagens da Nova Zelândia, no entanto na Ilha Norte encontrámos uma baía de clima bem mais ameno, abundância de vida animal – tanto em terra como no mar (a Mia delirou com os golfinhos que fomos ver num passeio de barco) – e paisagens em tons verde e turqueza. A Bay of Islands fica a três horas de carro de Auckland e a melhor base para explorar este paraíso é a cidade de Russel.

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3 pensamentos sobre “Top 20: o melhor de uma Volta ao Mundo

  1. Maria Julia Monteiro Jaleco

    Sejam bem-vindos! Continuarei a acompanhar, sim – e obrigada!

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  2. Admiração e Respeito…é (o) Tudo o que me ocorre…por vocês e pelo Mundo! Obrigado, muito, pela Partilha!!

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  3. Adorei, vocês são os Maiores!!!

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