Volta ao Mundo em números

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Quando nos faltam as palavras para explicar a dimensão da experiência que é dar a volta ao mundo, há sempre o recurso aos números…

  • 180 dias de viagem
  • + de 40 mil quilómetros percorridos
  • 8 países visitados
  • + 50 cidades visitadas
  • 21 voos (a parte boa fica por conta das milhas que fomos juntando)

E ainda…

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  • 20 noites a dormir em tenda
  • 35 dias e noites em autocaravana
  • 125 noites em apartamentos, camaratas e pensões
  • 17 mil fotografias (é absurdo, sabemos)
  • 30 GB de vídeos (e agora editar isto tudo?)
  • 200 mil caracteres escritos em textos, publicações e notas avulsas

Ufa!

Volta ao Mundo: as escolhas da Mia

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A Mia faz quatro anos este mês, viveu em dois países, caminhou em cinco continentes do mundo, cruzou ou banhou-se em quase todos os oceanos e tem no passaporte 16 carimbos. Um “currículo” de viajante extenso mas que não dá resposta a uma pergunta que nos fazem muitas vezes: “Como é que uma criança de três anos aproveita essas viagens?”

A verdade é que não sabemos, só o tempo o dirá. Muitos amigos e conhecidos disseram que seria “um desperdício porque ela não se irá lembrar de nada”; outros garantiram que seria “uma oportunidade única, o melhor jardim infantil do mundo”. Ambos estarão certos mas não pensámos em nada disto quando nos lançámos à aventura. Queríamos ir realizar um sonho antigo, viajar à volta do mundo durante vários meses mas tínhamos uma filha. Simplesmente apagámos o “mas” da frase e apanhámos o avião.

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Top 20: o melhor de uma Volta ao Mundo

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Estamos de volta!

Desde Fevereiro, quando saímos de Portugal vestidos com casacos para o frio e debaixo de chuva, já se passou meio ano. Parece que foi ontem que partimos do Aeroporto da Portela ao mesmo tempo que parece que foi há anos. Onde já vai o Japão…o lugar por onde começámos esta grande viagem.

A nossa volta ao mundo está cumprida, não em 80 dias como o Willy Fog mas em 180. Conseguimos!

A pergunta que mais nos têm feito por estes dias – e vão continuar a fazer com toda a certeza – é:

“E, então, no meio de todos os lugares por onde andaram, o que gostaram mais?”

Uma curiosidade mais que legítima. É difícil fazer o ranking de uma aventura deste nível – seis meses a viajar por 8 países em 4 continentes – mas tentámos. Era para ser uma lista de 10 sítios mas, por falta de consenso, teve de ser revista e aumentada.

No regresso a Portugal começamos por mostrar as nossas escolhas e os 20 lugares por onde andámos que mais nos seduziram, do Japão até à Bolívia. A Mia também tem as suas preferências claro, diferentes das nossas, e partilharei mais tarde a sua própria lista. Aguardem…

Um aparte para vos dizer que voltámos mas a aventura continuará por aqui. Mantenham-se, por isso, hóspedes do Hotel Globo: serão sempre muito bem-vindos. As histórias, as dicas, os percursos, os itinerários, as fotos, os vídeos, tudo o que ficou por contar e mostrar, vai aparecer por aqui nos próximos tempos. Obrigada a todos os que nos têm seguido com entusiasmo e dado tanta força. Iremos responder a todas as mensagens e pedidos.

E agora, sim, aqui vai o nosso Top 20 de uma grande e inesquecível Volta ao Mundo:

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Um teleférico chamado união

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La Paz é, a par com o Rio de Janeiro, a Cidade do Cabo e Istambul, a cidade com o enquadramento geográfico mais bonito onde já estive. Andar no teleférico é, por isso, uma das recomendações turísticas mais óbvias na cidade boliviana. No entanto, o teleférico (o mais alto do mundo) que opera a 4.000 metros acima do nível do mar não é uma atracção turística mas sim um meio de transporte público dividido em três linhas – e com mais sete a ser construídas – que ligam os vários pontos de uma área metropolitana onde vive cerca de 2.5 milhões de habitantes. É também um projecto unificador que traduz a mentalidade do político indígena e ex-plantador de coca, que governa a Bolívia de hoje em dia.

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Mundo da Mia #6

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O que são as memórias e como se criam? Como guardamos para sempre determinamos acontecimentos – às vezes sem aparente relevância – e esquecemos outros tantos? Com que filtro se faz essa triagem? Já escrevi por aqui sobre isto porque foi um assunto sempre presente nas conversas com amigos e familiares desde o início da viagem. Viajar com uma criança de três anos seria “um desperdício” porque a Mia “não se vai lembrar de nada”.

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A magia do Titicaca

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Não foi à primeira vista que o Lago Titicaca nos conquistou. De tanto ouvir e ler sobre o maior lago da América do Sul e o lago navegável mais alto do mundo, saímos de Cusco prontos para ser deslumbrados ao primeiro impacto. A viagem de autocarro feita durante a noite num confortável “bus-cama” (autocarro com assentos reclináveis) deixou-nos na pequena cidade de Puno, o nosso ponto de partida para conhecer o lago situado nos Andes.

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Machu Picchu: 1951 – 2016

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O relato da viagem pela América Latina que viria a transformar o médico argentino Ernesto Guevara no revolucionário universal “Che” tem sido uma companhia desde que comprei o livro Diários de Motocicleta em Lima. Como temos percorrido alguns dos lugares por onde Che Guevara passou com o seu amigo Alberto Granado e a moto La Poderosa, é curioso ler o que foi escrito sobre os mesmos sítios há 65 anos. É um exercício que me tem entretido e emocionado. De um lado, as maravilhas naturais, o orgulho das gentes ameríndias, a aventura que é andar estrada fora; do outro lado, a injustiça social, a exploração dos campesinos indígenas, o fosso entre ricos e pobres, o continente marcado pela colonialização, primeiro e, mais tarde, por ditaduras, corrupção e esperanças (quase-sempre) falhadas.

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