Abel Tasman: não me tirem deste filme

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“Se vocês são fãs da triologia “O Senhor dos Anéis” e viram os três filmes da saga, vão gostar de saber que esta pedra em formato de maçã partida… não entrou em nenhum deles!”.

Foi com um sorriso na cara provocado pelo guia neozelandês de um barco-táxi que entrámos no Parque Nacional Abel Tasman. Com tantos lugares promovidos como atracção turística por terem sido cenário de filmagens da trilogia de Peter Jackson, é refrescante estar num sítio onde o filme é todo nosso.

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Vídeo: a nossa caravana

Na Nova Zelândia percorremos todo o país a bordo de uma autocaravana. Uma grande roadtrip ao bom estilo kiwi: da cidade-capital do desporto de aventura, Queenstown, aos fiordes de Milford Sound; dos glaciares Franz Josef e Fox ao vulcão Tongariro; do parque nacional Abel Tasman à Bay of Island. E estes foram só alguns dos pontos altos da viagem…

Neste vídeo, a Mia faz uma visita guiada completa (muito completa mesmo) ao interior daquela que foi a nossa casa sobre rodas na Nova Zelândia.

Podem ler mais sobre a nossa vida na caravana, aqui.

O salto

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Há quem diga que a melhor viagem não é aquela que se faz rumo a um lugar mas sim em direcção a uma nova forma de ver as coisas e o mundo. Por isso, seja aqui em frente às fabulosas dunas douradas de Pakia, no Norte da Nova Zelândia, seja onde for, por mais voltas que o mundo dê e por mais voltas que nós dêmos ao mundo, nesta imagem está a nossa maior aventura, o destino perfeito que encontrámos depois do grande (e mais louco) salto das nossas vidas.

A máquina de fazer arco-íris

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Há uns dias, andava eu em deambulações pela internet, passou-me pelos olhos um artigo que começava com a pergunta: “Já viu os pés de uma bailarina?”. As imagens que acompanhavam o texto estavam longe da beleza e delicadeza que associamos a alguém que rodopia em cima de um palco. Até porque as bailarinas devem ser dos seres mais admirados à face de terra: todas as meninas quando crianças devem ter sonhado, pelo menos uma vez, ser bailarinas e, já na idade adulta, é difícil não manter o espanto pelo porte altivo e graciosidade.

Olhar para os pés de uma bailarina é perceber que, por detrás daquela suavidade, há uma força estóica e uma capacidade de resistência inimagináveis, especialmente quando a nossa tendência é deter-nos na superfície. Neste caso os corpos franzinos, os gestos elegantes, os rostos perdidos num lugar só delas. Será que a imagem de uma bailarina perdeu o encanto só por que lhes vi os pés? Lembrei-me disto quando fomos a Punakaiki.

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