A magia do Titicaca

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Não foi à primeira vista que o Lago Titicaca nos conquistou. De tanto ouvir e ler sobre o maior lago da América do Sul e o lago navegável mais alto do mundo, saímos de Cusco prontos para ser deslumbrados ao primeiro impacto. A viagem de autocarro feita durante a noite num confortável “bus-cama” (autocarro com assentos reclináveis) deixou-nos na pequena cidade de Puno, o nosso ponto de partida para conhecer o lago situado nos Andes.

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Machu Picchu: 1951 – 2016

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O relato da viagem pela América Latina que viria a transformar o médico argentino Ernesto Guevara no revolucionário universal “Che” tem sido uma companhia desde que comprei o livro Diários de Motocicleta em Lima. Como temos percorrido alguns dos lugares por onde Che Guevara passou com o seu amigo Alberto Granado e a moto La Poderosa, é curioso ler o que foi escrito sobre os mesmos sítios há 65 anos. É um exercício que me tem entretido e emocionado. De um lado, as maravilhas naturais, o orgulho das gentes ameríndias, a aventura que é andar estrada fora; do outro lado, a injustiça social, a exploração dos campesinos indígenas, o fosso entre ricos e pobres, o continente marcado pela colonialização, primeiro e, mais tarde, por ditaduras, corrupção e esperanças (quase-sempre) falhadas.

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Mundo da Mia #5

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Cores, padrões, debruados, detalhes, acessórios, ponchos, chapéus, cintos, panos amarrados às costas, sandálias feitas de pneu reciclado. As roupas das mulheres quechua são um colírio para os olhos. E não há nada aqui de superficial ou fútil. Não é apenas uma questão de vaidade, é uma questão de cultura, expressão da identidade, tradição, apego às raízes, recusa à ocidentalização dos costumes, orgulho no passado, dignidade.

A moda como forma de luta contra a injustiça que todo um povo sofreu. Apesar de hoje em dia, por vezes e em certos locais, serem usados com intuito meramente “caça-turista”, os trajes das mulheres quechua são, na sua essência mais profunda, o “tipo de fato” que eu gostaria que a Mia “vestisse” vida fora.

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Perú: encontro em Barranco

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Voámos de Las Vegas para Lima e passar de uma América para a outra nas poucas horas que um avião permite é um embate intenso. “Hot dog is very nice mas eu gosto de angú”, diria o brasileiro Seu Jorge na música América do Norte e com isto ele já diz muito sobre as diferenças nos dois lados de um continente. Mas adiante nesta viagem. Escolhemos como poiso o bairro de Barranco, a zona boémia da cidade de Lima conhecida pela romântica Ponte dos Suspiros com vista para o mar e por ser reduto de artistas. Aqui convive alegremente a tradição das mulheres quechua sentadas na rua a tricotar ponchos e gorros coloridos com o design moderno do espólio do Museu Mario Testino, fotógrafo de moda peruano e retratista das celebridades, o preferido da Princesa Diana. Barranco tem alma universal.

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